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22 JUN

Genética familiar influencia na queda das pálpebras?


A queda das pálpebras é uma alteração que pode impactar tanto a estética quanto a função visual. Embora o envelhecimento natural seja uma das causas mais conhecidas, muitas pessoas percebem o surgimento da flacidez palpebral ainda relativamente jovens e costumam fazer a mesma pergunta: afinal, a genética familiar pode influenciar nesse processo?

A resposta é sim. A herança genética exerce um papel importante nas características da pele, músculos e estruturas ao redor dos olhos, podendo favorecer o aparecimento precoce da queda palpebral.

O que causa a queda das pálpebras?

A queda das pálpebras pode ocorrer por diferentes fatores. Entre os mais comuns estão:

Envelhecimento natural

Perda de elasticidade da pele

Flacidez muscular

Alterações nos tendões palpebrais

Excesso de pele nas pálpebras

Fatores genéticos

Em alguns casos, a condição também pode estar associada à ptose palpebral, situação em que há um enfraquecimento do músculo responsável pela elevação da pálpebra.

Como a genética influencia?

A genética pode determinar características importantes da região ocular, como:

Tendência à flacidez precoce

Formato das pálpebras

Estrutura óssea da face

Qualidade da pele

Distribuição de gordura ao redor dos olhos

Por isso, é comum observar casos em que diferentes membros da mesma família apresentam queda palpebral semelhante, bolsas sob os olhos ou excesso de pele na região ocular.

Além disso, algumas pessoas podem desenvolver sinais de envelhecimento ao redor dos olhos mais cedo, mesmo mantendo hábitos saudáveis.

Quando a queda das pálpebras merece atenção?

Nem toda flacidez palpebral exige tratamento, mas alguns sinais indicam a necessidade de avaliação especializada, como:

Sensação de peso nos olhos

Aparência constante de cansaço

Dificuldade para enxergar devido ao excesso de pele

Assimetria das pálpebras

Redução do campo visual

Nesses casos, a avaliação médica é importante para identificar a causa e definir o tratamento mais adequado.

Quais tratamentos podem ser indicados?

O tratamento depende do grau da alteração e das características individuais de cada paciente. Entre as possibilidades estão procedimentos voltados para rejuvenescimento da região ocular e correções funcionais.

A blefaroplastia, por exemplo, é uma das cirurgias mais realizadas para remover o excesso de pele e reposicionar estruturas ao redor dos olhos, proporcionando um aspecto mais leve e rejuvenescido.

Em determinados casos, técnicas complementares podem ser associadas para melhorar a sustentação da região palpebral e do terço médio da face.

Postado por Prof. Dr. Roberto Limongi