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A queda das pálpebras é uma alteração que pode impactar tanto a estética quanto a função visual. Embora o envelhecimento natural seja uma das causas mais conhecidas, muitas pessoas percebem o surgimento da flacidez palpebral ainda relativamente jovens e costumam fazer a mesma pergunta: afinal, a genética familiar pode influenciar nesse processo?
A resposta é sim. A herança genética exerce um papel importante nas características da pele, músculos e estruturas ao redor dos olhos, podendo favorecer o aparecimento precoce da queda palpebral.
O que causa a queda das pálpebras?
A queda das pálpebras pode ocorrer por diferentes fatores. Entre os mais comuns estão:
Envelhecimento natural
Perda de elasticidade da pele
Flacidez muscular
Alterações nos tendões palpebrais
Excesso de pele nas pálpebras
Fatores genéticos
Em alguns casos, a condição também pode estar associada à ptose palpebral, situação em que há um enfraquecimento do músculo responsável pela elevação da pálpebra.
Como a genética influencia?
A genética pode determinar características importantes da região ocular, como:
Tendência à flacidez precoce
Formato das pálpebras
Estrutura óssea da face
Qualidade da pele
Distribuição de gordura ao redor dos olhos
Por isso, é comum observar casos em que diferentes membros da mesma família apresentam queda palpebral semelhante, bolsas sob os olhos ou excesso de pele na região ocular.
Além disso, algumas pessoas podem desenvolver sinais de envelhecimento ao redor dos olhos mais cedo, mesmo mantendo hábitos saudáveis.
Quando a queda das pálpebras merece atenção?
Nem toda flacidez palpebral exige tratamento, mas alguns sinais indicam a necessidade de avaliação especializada, como:
Sensação de peso nos olhos
Aparência constante de cansaço
Dificuldade para enxergar devido ao excesso de pele
Assimetria das pálpebras
Redução do campo visual
Nesses casos, a avaliação médica é importante para identificar a causa e definir o tratamento mais adequado.
Quais tratamentos podem ser indicados?
O tratamento depende do grau da alteração e das características individuais de cada paciente. Entre as possibilidades estão procedimentos voltados para rejuvenescimento da região ocular e correções funcionais.
A blefaroplastia, por exemplo, é uma das cirurgias mais realizadas para remover o excesso de pele e reposicionar estruturas ao redor dos olhos, proporcionando um aspecto mais leve e rejuvenescido.
Em determinados casos, técnicas complementares podem ser associadas para melhorar a sustentação da região palpebral e do terço médio da face.
Postado por Prof. Dr. Roberto Limongi