Lacrimejamento em Criança
 

O lacrimejamento excessivo em crianças é usualmente causado pela presença de uma membrana persistente que bloqueia a porção final do canal lacrimal, dentro do nariz. Normalmente essa membrana se estica ou se rompe no nascimento, ou logo após. Em muitas crianças, entretanto, ela continua fechada, bloqueando o sistema de drenagem de lágrimas. O lacrimejamento no bebê também pode ocorrer raramente por glaucoma congênito (pressão alta no olho).

Lacrimejamento em Adulto Lacrimejamento em Criança

A obstrução congênita do ducto lacrimonasal ocorre em aproximadamente 6% dos recém-nascidos.1 Isto acontece mais comumente por uma imperfuração da válvula de Hasner por falta de canalização do ducto na região da mucosa nasal a nível do meato inferior.

A sondagem terapêutica das vias lacrimais é feita utilizando-se a sonda de Bowman 0 ou 00, realizada sob anestesia geral. A época ideal para se realizar a sondagem é por volta de 1 ano de idade, segundo a maioria dos autores. Porém sabe-se que a taxa de sucesso da sondagem diminui a medida que a idade do paciente aumenta.

Recentemente, a cateterização por balão descrita por Becker e Berry tem sido usada com sucesso por pesquisadores em todo o mundo para ambos os casos de crianças com lacrimejamento congênito e aquelas que não tiveram sucesso com a sondagem. A dilatação com balão é semelhante à angioplastia clássica( dilatação dos vasos cardíacos coronarianos). Um balão inflável de poliuretano na ponta de uma sonda guia semi-flexível é inserida no ducto lacrimonasl e insuflada ao nível da Válvula de Hasner. Esta técnica envolve uma alta taxa de sucesso com poucas complicações, visando evitar cirurgias mais complexas para a criança no futuro.

O Dr. Roberto Murillo Limongi é pioneiro no Brasil na técnica de dilatação das vias lacrimais com “balão” que evita a necessidade de cirurgia.